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Condução de uma autocaravana |
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A condução de uma autocaravana, mesmo que de grande porte, não é tão difícil quanto o seu tamanho poderia deixar antever. Ao fim e ao cabo, é grande e pesada mas não vamos levá-la ao colo. A condução de uma autocaravana é agradável, descontrai e não é, na minha opinião pessoal, de modo nenhum cansativa. Se estiver perante um furgão transformado ou um pequeno perfilado, acaba por ser muito semelhante a um grande monovolume. Mesmo que tenha optado por um capucino de grande porte, vai acabar agradavelmente por concluir que os seus receios iniciais eram infundados, e afinal até é bastante mais fácil do que esperava. Deixamos aqui alguns conselhos para que se mantenha ao abrigo de surpresas desagradáveis:
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Distância entre eixos
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Quanto maior for a medida deste valor, maior atenção deve ser dada nas manobras de viragem, convêm dar um algum desconto antes de virar, de modo a não acontecer como na foto, em que a roda traseira irá subir o passeio. Para o ajudar nas manobras mantenha-se atento ao espelho do lado para que vai virar, e tente descobrir um ponto de referência, que lhe permita identificar a posição da roda de trás no espelho, e quando esse ponto passar pelo obstáculo a contornar, significa que o iremos vencer sem mais dificuldades. |
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Os franceses e os italianos têm um nome para o designar (“Porte-a-Feux” e “sbalzo” respectivamente), esta particularidade de design que nas autocaravanas atinge valores relevantes, com bastante influência na condução. Basicamente o que acontece é que este “Vão” tem tendência para ir para o lado contrário em relação à manobra que estamos a efectuar. Na foto que serve de exemplo, nota-se que a secção referida da AC subiu um pouco um passeio, sendo necessário algum cuidado com os peões ou outros obstáculos em situações semelhantes. |
Comprimento em falso atrás do eixo-traseiro. ![]()
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Tenha particular atenção nas descidas de montanha bastante acentuadas. Lembre-se que a velha máxima de descer na mesma velocidade que o faria para subir, já não se aplica aos modernos motores «common-rail». Sem querer entrar em linguagem muito técnica, no fundo o que se passa é que, há 20 anos atrás um motor de 2500 cm3 a gasóleo teria cerca de 80 cv, com a AC carregada no máximo, teria que vencer um declive por exemplo em 1ª ou 2ª, e teria uma capacidade de travão motor suficiente para segurar o carro em descida em 2ª. Com os motores actuais o mesmo motor de 2500, ganhou muitos cavalos, terá cerca de 130 ou 140 cv, será capaz de fazer essa mesma subida provavelmente em 4ª, mas a capacidade de travão motor diminui ligeiramente em relação a quando tinha 80, devido a que os modernos motores trabalham com taxas de compressão mais baixas, logo menor capacidade de efeito «travão motor» sem falar que as relações de caixa igualmente se tornaram mais longas para acompanhar o aumento de potência. Solução: circular numa velocidade mais baixa do que faria para subir, por exemplo: subiu em 4ª, desce em 3ª, se vê que o veículo mesmo assim tem tendência para ganhar velocidade, engrene uma velocidade mais baixa (nunca menos que a 2ª), não se preocupe com o grito do motor, mas NUNCA faça as descidas com o pé sempre no travão, pode correr o risco de os sobreaquecer e quando precisar de parar o veículo não o conseguir. Um truque que pode usar, desde que não tenha trânsito atrás, é com o veículo em 2ª, travar até quase parar o veículo e a seguir largar o travão e deixá-lo ir com a 2ª engatada até por exemplo aos 40 km/h, altura em que aplica novamente uma travagem até quase parar o veículo. Durante esse espaço de tempo em que o veículo ganha velocidade os travões estarão a arrefecer e manter-se-ão sempre com boa capacidade de resposta quando necessário. |
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